
Perdoem-me o silêncio, caros senhores,
8 de Fevereiro de 2010mas o trabalho dos últimos meses foi intenso. Se ainda estiver alguém desse lado, e interessado, não o aborreço com relatos do comum trabalho académico. Opto por o definir numa palavra: exaustivo. A única coisa que consegui ler, no pouco tempo vago que me sobrou, valeu por ser uma obra-prima e, provavelmente, um dos livros da minha vida: Crime e Castigo, de Fiódor Dostoievski (trad. António Pescada, Relógio D’Água). E que livro. No fim de contas, o silêncio acabou por cair bem, não saberia o que dizer perante Raskolnikov. Na noite de sexta-feira reli, de dois fôlegos, A Metamorfose. Agora, estou na companhia de Philip Roth em A Conspiração contra a América. Este espaço vai-se afastar do alvo da objectividade crítica com que o iniciei há quase ano e meio atrás e vai estar cada vez mais subjogado ao subjectivo leitor que sou. A reflexão crítica imparcial, não-impressionista, ponderada, vai estar no sítio devido. A partir de agora, por aqui, os latidos a sangue quente vão reinar. E eu prometo, prometo, que vou manter uma actividade regular. Até à altura em que, novamente, não a consiga manter.
Obrigada por voltares.
E os latidos a sangue quente…
Eu ainda aqui estou. E sim, deixa a crítica para o Rascunho, porque também gosto dos latidos a sangue quente e do impressionismo. Cada blog, cada espaço, deve ser diferente. Aqui: és tu.
É bom estar de volta. Obrigado por ficarem.
Cheers*
gostei da promessa 🙂
Vou tentar cumpri-la. Prometo.
Beijo*