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A Conspiração #3

9 de Fevereiro de 2010

Escrever textos críticos sérios é um trabalho ingrato. Fico sempre com a sensação que havia mais a dizer. O trágico é que há sempre mais a dizer. O exemplo acima é case in point: acabei agora o texto, que vai ser em breve publicado no Rascunho, sobre A Conspiração Contra América, de Philip Roth, e nada disse sobre a posição conservadora do narrador. Talvez seja o meu vício de estar sempre à procura da inovação, mas uma memória linear em analepse aborrece um bocadinho. Por outro lado, uma memória nunca é linear, ainda que tal aparente: nesse ponto de vista, talvez a narração de Philip não possa ser vista como uma narração fidedigna, o que imediatamente a coloca numa perspectiva completamente diferente. Regra de ouro: nunca confiar nos narradores. Adoro o limbo.

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