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O lugar do tempo
Era uma cidade cidade,
sem vícios e sem sonhos.Cidade descarnada:
só prédios e livros sem ninguém.Era uma cidade de
algumas ruas, algumas estátuas,
alguns jardins, alguns amores
perfeitos
na coerência do seu abandono.Cidade sem memória.
Cidade sem perda.
Cidade antes ou depois.
LEAL, Filipa
«O lugar do tempo» in A Cidade Líquida e Outras Texturas, Porto, Deriva, 2006, p.34.
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