h1

Sinais de Fogo #4

9 de Maio de 2010

E, de repente, senti que, para além da identidade em que todos se diferençavam uns dos outros, uma coisa estava acontecendo, acontecera naqueles poucos dias, na acumulação de coisas que haviam desabado sobre mim: tudo desabava numa desordem sem fronteiras nítidas e passava a ter o valor que cada um lhe desse. Isto, porém, era ainda um segredo de cada um.

SENA, Jorge de
1979 Sinais de Fogo; ed. ut.: Porto, Público, 2003, p. 189.

Novo sinal de amadurecimento intelectual de Jorge: percebe, finalmente, que não há fronteiras no mundo, que não há «incólumes» e «marcados», mas que cada um é a sua própria desordem.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: