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Sinais de Fogo #5

10 de Maio de 2010

E, mesmo que soubesse, eu podia sabê-lo, como de tudo, de três maneiras: por me contarem, por eu ter assistido, ou por eu ter participado. Quando não tivesse participado em alguma coisa, mas ouvido ou visto, o que me dissessem, ou o que fizessem diante de mim, seria exactamente a verdade?

SENA, Jorge de
1979 Sinais de Fogo; ed. ut.: Porto, Público, 2003, p. 235-236.

A subjectividade do real é aqui perfeitamente problematizada por Jorge: se não fiz, como posso acreditar naquilo que vi ou ouvi? Os sentidos enganam. Falta-lhe ainda perceber que o real também foge àquilo que se faz: exemplo disso é a orgia de uma das noites anteriores que é sempre recordada como se tivesse sido vivida por outro, esfumada e irreal. O que é o real?

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