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Sinais de Fogo #9

16 de Maio de 2010

Brandamente, [o Rodrigues] empurrou-me um pouco pelo corredor adiante, e agachou-se diante de mim. Fechando os olhos, senti-me coberto de suor frio. Ouvi-lhe a voz: — Com que então foi com isto que a fizeste tua? — Não respondi, e ainda que quisesse não poderia. Esperei. Não aconteceu nada. E foi com alívio que ouvi a voz dele junto da minha cara, e abri os olhos: — Tens isso sujo de merda. Lava-te primeiro.

SENA, Jorge de
1979 Sinais de Fogo; ed. ut.: Porto, Público, p. 429.
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