Posts Tagged ‘Cinema’

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A não perder

12 de Janeiro de 2011

Apresentação de Poemas com Cinema

 

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Das weisse Band

28 de Julho de 2010

Poster de Das Weiss Band

Demasiado tarde: só agora vi Das weisse Band (The White Ribbon / O Laço Branco) — é inacreditável. Deixo apenas um apontamento: se é certo que é aquela geração de crianças que se vai transformar na geração nazi alemã (abrindo assim a possibilidade de interpretar os acontecimentos do filme como uma possível explicação para o que veio depois), é também certo que tudo se passa antes da I Guerra Mundial, isto é, antes do processo de demonização da Alemanha; ora, será que isto não permitirá descolar o filme da óbvia leitura nazi e fazê-lo crescer noutra direcção?

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A Single Man

21 de Março de 2010

a single man

George, o homem invisível.
Quando fala aos seus alunos, George assume que as minorias são tão mais temidas — e por isso mais perseguidas — quanto mais invisíveis. Referência clara à minoria homossexual. Ou talvez não. George é o homem invisível que não consegue deixar de ser notado. De manhã, quando observa os seus vizinhos pela janela da casa de banho, George é visto pela vizinha que o saúda; quando caminha pelo campus, George atravessa uma multidão de estudantes que caminha em direcção contrária, mas nunca choca com ninguém — os estudantes abrem-lhe alas; quando se senta, sozinho, num sofá do banco para procurar o livro de cheques, uma criança vem ter com ele. Atropelam-se os momentos em que o homem invisível é visto. Ele próprio o admite, nos minutos finais do filme: eu sou exactamente aquilo que aparento ser, desde que se olhe com atenção.

George, o homem que não consegue controlar o tempo.
George vive rodeado de relógios. Ao longo do dia em que o acompanhamos, quase permanentemente ouvimos em pano de fundo o tiquetaque. Planeou o dia ao pormenor, e mesmo assim George vê-se à espera do tempo — para sair de casa, para dar uma aula, para jantar. Isto significa uma de duas coisas: George tem o controlo absoluto do tempo ou George não tem qualquer controlo sobre o tempo. Escolho talvez esta última hipótese — quando lhe perguntam as horas, George não é capaz de responder porque o seu relógio de pulso parou.

George, o homem que vive em cores diferentes.
O controlo de imagem é subtil mas perceptível: quando George está sozinho, as cores são frias e melancólicas, quase preto e branco, quase sépia; quando uma analepse surge ou quando há uma interacção entre George e outro ser (não necessariamente humano), sente-se o calor do technicolor da década de 60.

George, o homem com o coração ao contrário.
Nada neste filme é por acaso. Então, deixo a pergunta: porque é que a dor que antecede o ataque cardíaco de George é no braço direito e não no esquerdo?

A Single Man, um filme quase perfeito. Banda sonora magistral. Fotografia sublime. Interpretações arrebatadoras. Realização brilhante. Os detractores desta película apontam-lhe, regra geral, o defeito de ser «artística». Como se chamar arte ao cinema fosse um insulto.

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Whatever works

22 de Fevereiro de 2010

«If you’re one of those idiots who needs to feel good, go get yourself a foot massage».

O que é estranho, é que este é um dos feel good movies of the year. A ideia de que podemos encontrar felicidade na disfuncionalidade que funciona é bem mais apaziguadora que um ideal romântico de perfeição. For me, I’d rather have whatever works.

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por alguns minutos, falamos de cinema

2 de Setembro de 2009
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Caminho numa vaga surrealista #2

18 de Julho de 2009

(carregar na imagem para ver o filme).

Un Chien Andalou, Luis Buñuel e Salvador Dalí, 1929

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