Posts Tagged ‘joão’

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Tinha Paixão? – quarta sessão

9 de Maio de 2011

Não será surpresa para ninguém que esta sessão do ciclo Tinha Paixão? me é particularmente querida: será a minha vez de falar, sobre Ana Cristina César, ainda para mais na fantástica Livraria Lello. Comigo estará Felizardo Bouene que falará de João Dias e Odete Môsso que lerá Ana Cristina César. Não faltem. Às 18h30, no próximo dia 11.

Até lá.

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Antígona, TNSJ

18 de Abril de 2010

Saí da sala decepcionado. Então, o que achaste da Antígona[personagem]? Não foi brilhante. Disse ‘não foi brilhante’ como quem diz não gostei — eufemismo. Mas, horas passadas, a Antígona cresceu em mim: agora a resposta seria a mesma, mas como quem diz que não foi absolutamente perfeita — e essa ligeira imperfeição é que me agradou. É preciso saber que Antígona não é uma heroína, como Creonte não é um tirano; estando em lados opostos, nenhum dos dois está do lado certo (o que é o lado certo?). Uma Antígona perfeita lutaria com os pulmões na garganta para enterrar o seu irmão. A Antígona que Nuno Carinhas construiu em Maria do Céu Ribeiro encarna uma revolta submissa: a força que a leitura imediata esperaria encontrar é substituída por uma certa inquietação em cada palavra. Esperava força em Antígona, encontrei conflito — desobedecer a uma ordem dos homens para obedecer a uma ordem dos deuses não é exactamente revolução. Ainda bem que a Antígona não foi brilhante; gosto mais dela assim.

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Quintas de Leitura #100

23 de Fevereiro de 2010

É nesta quinta-feira. Como não podia deixar de ser. No Teatro do Campo Alegre. Com a apresentação das belíssimas Adriana Faria e Teresa Coutinho. Com muita poesia. Com muita arte. Construída pelo João Gesta. Leica Virgem. A não perder. http://quintasdeleitura.blogspot.com/

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Toda a gente critica a crítica

5 de Agosto de 2009

Toda a gente tem uma opinião sobre a crítica literária mesmo que não tenha opinião sobre literatura, e toda a gente tem uma opinião sobre crítica de música mesmo que não tenha uma opinião sobre música […]. A todos eles recomendo que leiam a crítica onde Anthony Burgess escreveu aquela pérola, «nunca leio um livro sem primeiro o criticar, para depois não dizerem que tenho preconceitos».

– Francisco José Viegas, in A Origem das Espécies

Escreveu isto o Francisco José Viegas a propósito do caso João Bonifácio. Não vou falar sobre este caso em particular, perdi a oportunidade, sobre ele já se escreveram centenas de linhas e a minha posição em nada difere da maioria delas. Aproveito só este fragmento do FJV pela sua universalidade e intemporalidade.

A opinião geral da população é: os críticos são párias da sociedade artística. Sanguessugas. Artistas falhados, raivosos, invejosos. Ampolas de veneno sem fundo. Dizem mal de todos, menos dos amigos. Como em muitas outras coisas, há verdade nesta opinião. Como tantas outras, esta generalização é errada.

É impossível, à crítica, a imparcialidade que tantas vezes se lhe pede. De todos os estudos artísticos, a crítica é o mais subjectivo e o mais sujeito a erro, o que faz com que o seu exercício seja o mais inglório. E, simultaneamente, aliciante.

Crítica não é sinónimo de opinião. Opinião é dizer: gosto deste livro, não gosto daquele. Crítica é dizer: este livro é bom, aquele é um atentado. Claro, seria ingénuo não reconhecer que a opinião tem influência na crítica, é parte da sua componente subjectiva, mas é redutor assumir que a crítica é apenas opinião.

Toda a gente está autorizada a discursar sobre a crítica, a crítica é que não pode falar sobre nada (estranho caso, impedi-la da sua função). Ninguém lhe acha importância quando é má, colam-na nas contracapas dos livros quando é laudatória. Na minha curta, curtíssima, carreira (se assim tiverem a bondade de chamar), já tive oportunidade de o comprovar. Um autor, meu conhecido, após ler uma breve nota crítica que dediquei ao seu primeiro livro, declarou que não escrevia para críticos – está bom de ver qual o conteúdo da minha resenha.

Em resumo: os críticos são criaturas vis; excepto quando falam bem dos que gostamos.

Assunto a desenvolver mais tarde.

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A Crítica ao Crítico

30 de Junho de 2009

Suponho que por ossos do ofício, ultimamente tenho-me visto mais do lado da crítica do que do lado da arte. Cheguei mesmo a enviar um tweet sobre o assunto – embora me referisse a uma polémica dentro do mundo da música e não da literatura. Mas também as há, as polémicas, dentro do mundo da crítica literária. Chamou-me a atenção esta em particular. Não consegui ter acesso ao texto de António Guerreiro o que, naturalmente, não me torna possível uma opinião imparcial. Admito, menos imparcial ainda porque se trata de uma editora que publica autores que me são próximos e autores de que gosto muito. Apesar de tudo, neste espaço, reservo-me ao direito da parcialidade.

Portanto, considero admirável a maneira como a Deriva defende João Paulo Sousa e o seu livro (aqui e aqui): é bom ter uma editora que confie assim nos seus autores. A Deriva conseguiu trazer-me um pouco de volta ao lado da arte – por isso lhe agradeço. E agora, uma curiosidade tremenda em ler O Mundo Sólido.

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olhar os grandes

19 de Junho de 2009

O Clube Literário do Porto guiou-me para aqui. Guiai-vos também. Manuel António Pina é, cada vez mais para mim, um gigante.

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nova revista de poesia – brilho no escuro

17 de Junho de 2009

No próximo sábado, 20 de  Junho, será lançada no Maus Hábitos uma nova revista de poesia, a Brilho no Escuro, lançada pelas edições anjo da guarda, com colaborações de João Borges, Regina Guimarães, Rui del Pino Fernandes, João Rios, Isabel de Sá, valter hugo mãe. Apenas 100 exemplares serão editados deste “projecto urbano diferente”. A não perder.

Mais informações aqui.