Posts Tagged ‘josé’

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Tinha Paixão – quinta sessão

17 de Maio de 2011

Sobre José Craveirinha e Hilda Hilst falam Maria de Lurdes Sampaio e Inês Castro e Silva. José Caldas lê Clarice Lispector. Amanhã, no No Feminino Com, às 18h30. A não perder.

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O homem morreu, a obra não.

20 de Junho de 2010

Além do seu nome próprio de José, o Sr. José também tem apelidos, dos mais correntes, sem extravagâncias onomásticas, um do lado do pai, outro do lado da mãe, segundo o normal, legitimamente transmitidos, como poderíamos comprovar no registo de nascimento existente na Conservatória se a substância do caso justificasse o interesse e se o resultado da averiguação pagasse o trabalho de confirmar o que já se sabe. No entanto, por algum desconhecido motivo, se é que não decorre simplesmente da insignificância da personagem, quando ao Sr. José se lhe pergunta como se chama, ou quando as circunstâncias lhe exigem que se apresente, Sou Fulano de Tal, nunca lhe serviu de nada pronunciar o nome completo, uma vez que os interlocutores só retêm na memória a primeira palavra dele, José, a que depois virão a acrescentar, ou não, dependendo do grau de confiança ou de cerimónia, a cortesia ou a familiaridade do tratamento.

SARAMAGO, José
1997 Todos os Nomes; ed. ut.: Lisboa, Planeta de Agostini, 2000, p.19.

Adeus Sr. José. Sinto já a tua falta.

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Pequeno interlúdio de Abril

25 de Abril de 2010

25 de Abril sempre! (a partir de 2:30)

E o último Baladeiro de Abril, autor do maravilhoso Lenine Giroflé

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Da crítica

22 de Março de 2010

Partilho muitas das palavras de José Bértolo sobre o crítico contemporâneo. Para ler (criticamente, está claro).

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Quasi falência

20 de Outubro de 2009

Uma das piores notícias dos últimos dias: as Quasi estão em processo de falência. Como disse o José Mário Silva, tinham uma excelente colecção de poesia brasileira (ele esqueceu-se, espero eu, de falar da Ana Cristina César), uma boa colecção de Ensaios (Fernando Guimarães, Pedro Eiras) mas, acima de tudo, não tinham medo de apostar em novos autores. Foram as Quasi que me mostraram, por exemplo, o Vasco Gato (que, todavia, publicou um livro na Assírio), o Jorge Melícias, o Tiago Araújo, o Rui Lage, o Nuno Rocha Morais. Editaram a obra completa do Daniel Faria, e isso desculpa todos os erros. Nestes tempos certamente difíceis, deixo um abraço ao Jorge Reis-Sá.

Via Bibliotecário de Babel e Blogtailors.

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Caim, de Saramago

28 de Agosto de 2009

Anunciado o lançamento de Caim, de José Saramago. Pelo título já se adivinha mais uma nova leitura de um episódio bíblico (cf. O Evangelho Segundo Jesus Cristo). Ler o texto de apresentação de Pilar del Rio aqui.

Via Ípsilon.

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Está tudo dito

6 de Agosto de 2009

A forma ignara, mas sinceramente interessada como perguntou a Ian McEwan como é que ele fazia para se pôr na cabeça das personagens mulheres, e a sua insistência na questão, e se o outro teria pesquisado o assunto,não poderiam ser mais eloquentes. Ian McEwan, que deve estar habituado à asneira, lá foi esclarecendo, sensatamente, a criatura. O apresentador não só não tem um pingo de talento para a escrita, do ponto de vista formal, como não faz ideia da forma como um escritor a sério “pensa”.

– Possidónio Cachapa, in Prazer_Inculto